30 anos de E.T.

PARA VER por Lorena Novas*

Se você não passou as últimas décadas desconectado do mundo, com certeza olhou para a foto desse post e pensou na hora: E.T. (E.T.: The Extra-Terrestrial, EUA, 1982). Pois em junho desse ano a história do alienígena que emocionou muita gente completou 30 anos. E pensar que, quando decidiu fazer o filme, a primeira ideia do diretor Steven Spielberg tinha sido uma produção de terror sobre uma família sitiada por extraterrestres chamada Night Skies. Já estava quase tudo pronto quando ele mudou de opinião e transformou a história na que nós conhecemos. Ainda bem!

A saga do garoto Elliot tentando ajudar um simpático ET a encontrar o caminho de volta para seu planeta provocou uma comoção mundial nunca vista antes, criou uma das frases mais lembradas do cinema “ET, telefone, casa” (ET, phone, home), reinou por mais de uma década no topo das maiores bilheterias e ocupa a 24ª colocação na lista do American Film Institute, uma das mais importantes instituições do cinema, que elegeu os cem melhores longa metragens feitos em Hollywood. Para se ter uma ideia, essa singela lista é liderada nada menos do que pela produção Cidadão Kane, responsável por mudar a maneira de filmar e “dar a cara” do cinema como o conhecemos hoje.

Mas por que tanta importância para um filme sobre um alien fofinho? Até hoje é muito difícil encontrar uma história tão inocente e que retrata de maneira tão singela uma amizade que não vê preconceitos e desconhece obstáculos, que, nesse caso, são interplanetários. O toque de fantasia, a belíssima trilha sonora de John Williams e a sensação de aventura foram só a cereja no topo do bolo para a imaginação fértil das crianças e para o saudosismo dos adultos.

Quem nunca teve ou sonhou em ter uma amizade assim? Tão, mas tão especial, que é preciso envolver um extraterrestre e fugas em bicicletas voadoras? Some a isso o olhar mais do que particular que o diretor Steven Spielberg tem para falar da infância, aquela época que já vivemos e lembramos todos os dias com tanto carinho, e tem-se aí uma obra-prima do cinema. Porque lembrar da infância é como voltar para casa.

Veja o trailer original do filme (1982)

Assista o trailer edição especial do 20º aniversário

Veja a cena marcante: o voo das bicicletas

*Jornalista e apaixonada por cinema.

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